Começamos aqui desmentindo um conhecimento de senso comum sobre o minimalismo. Não, minimalismo não é você largar mão de tudo que tem, abandonar sua casa, emprego, colocar meia dúzia de roupas numa mochila e partir para o mundo sem lenço, nem documento.

Tudo bem, minimalismo pode significar isso tudo também se você assim desejar, mas não é uma regra e vamos te explicar agora o porquê e de que forma você pode ter uma vida minimalista, ganhar mais tempo para você, para suas experiências e paixões.

Vem ver.

No minimalismo não existem regras

A proposta dessa filosofia não é se tornar um fardo em sua vida, justamente o contrário. Para os adeptos do minimalismo, ele serve para descomplicar a vida ao se elencar e separar por grau de importância aquilo que realmente é necessário para você, sejam objetos, pessoas, sentimentos ou objetivos.

A ideia é usá-lo como uma ferramenta de autoconhecimento sobre o consumo compulsório e o apego às coisas, mostrando que o problema não é necessariamente ter posses materiais, mas sim o significado que atribuímos a elas.

O que isso significa? Que uma pessoa minimalista possui coisas, mas não é possuído por elas, ou seja, sua felicidade não depende de nenhum objeto.

Guardar algo que não faz mais sentido para sua vida, alguma coisa que traga memórias ruins e que não fazem parte do momento que está vivendo agora, coisas que atrapalhem seu dia a dia seja no foco ou na organização somente pelo simples fato de “possuí-las” são exemplos do que se chama “ser possuído por elas”.

E justamente por isso o minimalismo não tem regras, porque tanto faz cinco ou vinte, o que importa é o sentido de cada coisa.

Você pode escolher ter cinco camisetas pretas ou vinte coloridas, contanto que independente da quantidade, você não seja refém dessas peças e elas não te atrapalhem. Tem gente que consegue se organizar muito bem com um guarda-roupa pequeno, como Steve Jobs, outras pessoas precisam, não, precisam não, outras pessoas preferem ter um pouco mais de cores, mas isso não as faz serem dependentes de cada vez comprar e ter mais e mais roupas.

Justamente por isso o minimalismo que trazemos aqui não exclui o consumo, exclui apenas o consumo compulsório e não se trata de uma mudança radical de vida. Ele dá significado a cada objeto que se possuí, mostrando-os e permanecendo somente os que são realmente úteis na vida de quem pratica essa filosofia.

Qual o sentimento do minimalismo?

Quais as sensações que comprar o item A ou B te traz? Qual a intenção dessa compra? Qual a necessidade?

O minimalismo pede que cada um reflita sobre o consumo e sobre a dependência de objetos. Ninguém precisa do celular mais novo ou do carro do ano, se ambos que você tem cumprem suas devidas funções.

Entenda emocionalmente de que forma as compras o faz feliz, elas realmente te preenchem algum buraco? A felicidade que consumir compulsivamente te traz é momentânea ou dura por longos períodos.

Ou seja, para os itens que você comprou sem pensar, por quanto tempo após a compra você ainda está satisfeito com eles sem precisar de novos?

O importante aqui é pensar, pensar e refletir mais sobre cada hábito, até porque é somente dessa forma que se depara com comportamentos compulsivos, o significado deles e a solução para tanto.

E o resultado do minimalismo?

Sabendo no que se investe, deixando de fazer compras desnecessárias, permitindo ter uma vida mais organizada em todos os aspectos, o resultado é mais espaço, tempo e vontade de se investir em coisas que realmente fazem sentindo.

Trocar objetos por experiências, paixões, cursos e em você mesmo é só o início dos benefícios que viver dessa forma pode proporcionar.

O prazer do desapego vem do fato de você aprender a viver plenamente sem depender de objetos desnecessário, trazendo um grande sentimento de liberdade.

E você, já desapegou hoje ou prefere manter as coisas do jeito que estão?

Deixe seu comentário aqui
Gostou? Compartilhe com os seus amigos!Share on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter
Share on LinkedIn
Linkedin