Desde os tempos primórdios os filmes pornôs são vistos como um tabu. Muita gente vê, mas ninguém pode saber que o outro está assistindo. É uma experiência extremamente pessoal, que se for descoberta – pimba! Você será altamente criticado ou, no mínimo, zoado pelos amigos.

Dos mais diversos tipos, em diferentes locais, com histórias e atores, esses longas têm enfrentado uma nova era que vem pela frente: a da realidade virtual. Não sabe o que é? Talvez não, mas se você já viu algumas pessoas com aqueles “óculos gigantes”, que são capazes de tampar a de todos que estão na sua frente, saiba que este objeto é capaz de te aproximar de experimentos inacreditáveis, que podem ser sentidos como se fossem reais. É como se fosse um simulador, já que cria um ambiente que pode até enganar os sentidos da audição e visão.

Os óculos de realidade virtual são usados, normalmente, para joguinhos de luta, ação e aventura. Contudo, agora entraram para o ramo dos filmes pornôs. É isso mesmo. Diversas pessoas têm adquirido o item para melhorar e aprofundar suas experiências sexuais. A galera do site Complex até fez um vídeo para testar como as pessoas se sentem ao assistir isso pela primeira vez. (Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?time_continue=8&v=hLqVxC6JWIM). A reação de todo mundo é engraçadíssima, mas muitos gostam do teste – até que tentam, com o toque, se aproximar do que se passa na tela – e outros se sentiram horrorizados.

Segundo estatísticas do site adulto “Pornhub”, atualmente as visualizações diárias de filmes pornôs em realidade virtual cresceram 250% em relação ao ano de 2016. Enquanto naquele período eram 180 mil views, hoje já ultrapassa 500 mil. Eles ainda revelam que os homens são 160% mais propensos a ver esses vídeos em comparação com as mulheres, de idade entre 20 a 30 anos. A Tailândia, no caso, é o país que mais faz buscas, seguido de Hong Kong e Filipinas. O Brasil está na 14ª posição, entre os 21 principais países.

Se a tecnologia já é capaz de enganar a audição e a visão, como seria se fosse capaz de replicar sensações também para o olfato, paladar e até mesmo o tato? E o quanto isso pode se tornar perigoso? Já que os óculos criam ambientes tão verdadeiros, isso não pode ser um impeditivo, analisando de forma complexa e brutal, de como se fazer sexo na vida real? No entanto, vale lembrar que como tudo na vida, o mundo tecnológico também tem dois lados da moeda: o positivo e o negativo (como a internet, que ao mesmo tempo que aproxima pessoas do planeta inteiro, afasta aqueles que estão perto de você).

Enquanto muitos atacam essa nova forma de assistir esse tipo de filme, há quem procure alguns benefícios. A realidade virtual poderia, por exemplo, mudar a educação sexual com os adolescentes. Os longas, normalmente, trazem atos muito explícitos, coisa que nem sempre é agradável para quem está começando a vida sexual. Com os óculos, os elementos sensoriais poderiam ser explorados e, assim, criar um ambiente um pouco mais favorável e com uma narrativa que faça sentido para aqueles que estão vendo e analisando, não apenas assistindo por assistir.

Em Amsterdam, na Holanda, a empresa Kiroo criou um jogo capaz de aproximar casais que vivem à distância. Isso porque a plataforma consegue melhor as experiências do sexo virtual e criam maior intimidade entre a dupla, que pode estar a milhares de quilômetros longe um do outro. Se este for o seu caso – de namorar ou ser casado com alguém que vive em outra cidade ou país –, compraria o produto? Não custa tentar.

O mercado de filmes pornôs em realidade virtual está tão grande que o Japão criou até um local para se assistir com mais privacidade. Localizado em Akihabara, em Tóquio, o hotel foi feito justamente para quem quer alugar um quarto e aproveitar um tempo vendo conteúdos para maiores de 18 anos. De acordo com o site “Akiba PC”, é possível pagar por uma hora ou até mesmo a diária. Os dormitórios, que são à prova de som, custam a partir de 550 ienes (aproximadamente R$ 15) por hora, e 3.150 ienes (cerca de R$ 87) por dia. A empresa Soft-On-Demand diz que pensa em até aumentar o negócio, já que a demanda está em alta. Para quem gosta, até que vale a pena.

Além disso, lá também foi feito um festival – chamado Adult VR Fest – de realidade virtual sexual. O sucesso foi tanto que todos os ingressos foram vendidos. O evento chegou a acabar 20 minutos depois do início devido a super lotação e distúrbios causados a quem não conseguiu entrar. Bizarro, né? Mas será que isso vingaria aqui no Brasil? É esperar para ver se alguém tem uma ideia parecida – e não seja julgado por isso.

 

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