No ranking mundial de produção de cervejas, o Brasil ocupa o terceiro lugar – ficando atrás apenas de China e Estados Unidos. Aproximadamente 14 bilhões de litros por ano são produzidos e, segundo pesquisa da Revista Fapesp, o consumo na última década aumentou 5%. Além disso, houve também um aumento no setor de cervejas artesanais – cerca de 20% anuais. Mais que isso, de acordo com um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), publicado também no anuário de 2016 da Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil), 2,2 milhões de postos de trabalhos estão ligados à área, que corresponde a 1,6% do PIB brasileiro e recolhe mais de R$ 23 bilhões em tributos. O ramo ainda gera R$ 77 bilhões de faturamento ao ano.

Esses são apenas alguns dados que refletem a paixão do brasileiro pela cerveja. Além de garantir empregos de forma indireta em todo o país, a bebida é um ótimo pretexto para relaxar a população depois de um dia cansativo de trabalho, seja em casa com a família ou nos famosos “happy hour” que acontecem nos bares. Também reúne os amigos em um fim de semana na praia ou naquele futebol de domingo, que pode seguido por um churrasco.

Tudo isso para mostrar que sim, a gente gosta de cerveja – e muito. Por isso, para os amantes, separamos uma lista com 10 brasileirinhas que se você ainda não provou, deve experimentar o quanto antes. Garantimos que você não vai se arrepender – afinal, qualquer experiência com cerveja é válida, não é mesmo?

  • Colorado Appia

Lançada em 1997, é da Colorado (1995), marca da região de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, que tem como fundador Marcelo Carneiro. Proveniente do latim, a palavra Appia significa abelha. Foi por essa razão que esse nome foi dado à cerveja, a primeira do Brasil a utilizar mel em sua produção.  Tem um teor alcoólico de 5,5% e é considerada uma bebida doce e refrescante, o que costuma agradar mais o público feminino. Pode ser consumida com queijo brie e damascos. Em 2017, ganhou o prêmio de ouro no Festival Brasileiro da Cerveja.

  • Wäls Session Citra

De amargor moderado e aroma cítrico, foi produzida pela cervejaria Wäls (1999) em Belo Horizonte, Minas Gerais, e promete bastante refrescância. Segundo a fabricante, tem quantidade massiva de lúpulo americano Citra e base de malte. Seu teor alcoólico é de 3,9% e pode ser harmonizada com churrasco, frutos do mar e petiscos.

  • Gordelícia

Criada pela cervejaria Urbana em 2011, mesmo ano em que foi fundada, no Jabaquara, zona sul de São Paulo, essa cerveja já é mais encorpada devido ao seu teor alcoólico, que é considerado alto: 7,5%. Por isso, causa uma certa sensação de aquecimento, e pode ser apreciada em dias mais frios. Segundo o sócio-fundador da marca, André Cancegliero, sua principal característica é a aderência do estilo belga.  É volumosa e aveludada, com final adocicado. Ganhou a prata no 5º Concurso Brasileiro de Cervejas, que ocorreu em Blumenau, Santa Catarina, este ano.

  • Tripel Monasterium

Com 9% de teor alcoólico (é isso mesmo, você não leu errado), a cerveja tem malte de cevada, malte de trigo e aveia em sua receita. Chama atenção por ser envasada em garrafas de champagne e fechada com rolha como espumantes. Foi lançada pela cervejaria familiar Falk Bier (2004) em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, que nasceu com os irmãos Juliana, Marco Antonio e Ronaldo Falcone. Também pode ser servida com queijo brie e damascos, além de pratos agridoces.

  • Eisenbahn Pale Ale

Da famosíssima cervejaria Eisenbahn (2002), de Blumenau, Santa Catarina, apresenta um gosto encorpado e acentuado. Pode ser harmonizada com diversos tipos de porções, como batata frita e amendoim, até outros tipos de comida, como carnes vermelhas, japonesa e italiana. Tem graduação alcoólica de 4,8%, aroma frutado e foi premiada com ouro no Festival Brasileiro da Cerveja de 2015.

  • Orfeu Negro

Bebida com alto teor alcoólico, 12%, foi fabricada pela Dogma (2015), de São Paulo, uma junção de três outras empresas – Noturna, Prima Satt e Serra das Três Pontas. De acordo com a própria marca, “possui aromas de café, chocolate caramelo e frutas secas, além de notas de baunilha apoiados em um corpo denso e aveludado”. Sua harmonização funciona com queijos azuis, frutas vermelhas e chocolate amargo. A Dogma ganhou pelo RateBeer o prêmio de melhor cervejaria do Brasil em 2016, com apenas um ano de criação.

  • Dama Reserva 6

Criada pela Dama Bier (2010), de Piracicaba, no interior de São Paulo, faz parte de uma edição comemorativa dos seis anos da cervejaria. Possui notas frutadas, amadeiradas e com especiarias e ao ser apreciada tem um toque seco e prolongado. Foi ouro na Copa Cervezas de América e na etapa Brasil do World Beer Awards, ambos em 2016. Ainda restam poucas unidades dela, que tem 10,5% de teor alcoólico, no mercado.

  • Colorado Ithaca

Mais uma da cervejaria Colorado! A Ithaca, que tem 10,5% de álcool, é feita com doses de malte e lúpulo, além de um toque nordestino – tem em sua fórmula rapadura queimada. A bebida tem, ao mesmo tempo, um gosto doce e amargo devido ao longo período de maturação, que a deixa encorpada. Pode ser harmonizada com carnes de caça, presunto cru e sobremesas caramelizadas. Em 2016, ganhou o primeiro lugar no International Beer Challenge.

  • Búzios Brigitte

Como o próprio nome já indica, a bebida foi feita em Búzios, no Rio de Janeiro, pela cervejaria que leva o nome da cidade, fundada em 2010. Tem 4,8% de graduação alcoólica e é produzida com dois tipos de maltes e três tipos de lúpulos. Cabe bem com frutos do mar, queijos médios e carnes vermelhas. Neste ano, ganhou o bronze no Australian International Beer Awards.

  • Nativas Mangaba

Criada pela cervejaria Burgman (2010), de Sorocaba, no interior de São Paulo, em parceria com o Sítio do Bello, a bebida tem um teor alcoólico de 5,5%. É maturada com mangaba, fruta nativa do cerrado brasileiro, resultando em um sabor adocicado e intenso. Pode ser harmonizada com caldo de feijão ou caldo verde, além de bacalhau e salmão.

 

 

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